VIVE AS LETRAS!

Magazine da Faculdade de Letras
da Universidade de Coimbra

N.º 17, 2.ª série, janeiro de 2026

EDITORIAL

Albano Figueiredo

1. A FLUC voltou a desenvolver em 2025 uma intensa e notável atividade. Prosseguiu, pois, de forma robusta, no cumprimento pleno da sua missão e continuou a ampliar e a consolidar o seu posicionamento como instituição de referência no panorama do ensino, da investigação e da produção e transferência de saber nas Humanidades, nas Artes e nas Ciências Sociais, congregadas na sua existência global como Faculdade de Letras. Inicia-se agora o ano de 2026, com vários desafios estratégicos e estruturantes. Entre eles, há a destacar: (i) a continuação do processo de lançamento de concursos para recrutamento de novos/as professores/as auxiliares de carreira e a admissão de técnicos/as superiores; (ii) a submissão de mais um conjunto significativo de processos de acreditação e reacreditação de cursos que resultam da reforma da oferta formativa de 2.º e 3.º ciclos e da natural renovação pontual de planos de estudos de cursos de 1.º ciclo; (iii) a ampliação de redes de investigação e internacionalização, inovando e projetando cada vez mais os Saberes em que trabalhamos; (iv) e a concretização do programa de requalificação da caixilharia do Colégio S. Jerónimo e de outros espaços da Faculdade.

2. Entretanto, está já em preparação a quinta edição do Dia Aberto, com que assinalaremos, este ano em 21 de abril, os 115 anos da FLUC. A Direção, os Departamentos, as Secções, os Cursos, os Centros de Investigação, o Centro de Línguas e o NEFLUC desenvolverão atividades várias que, como vem sendo hábito, ao longo do dia darão a conhecer o trabalho da FLUC no espaço global da UC e, sobretudo, na cidade e na região. De resto, março e abril voltarão a ser meses de forte divulgação de toda a oferta formativa da FLUC, quer em território nacional (“Qualifica”, no Porto, e “Futurália”, em Lisboa), quer internacionalmente (“Salão do Estudante”, em várias cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador). Naturalmente, a FLUC continuará a reforçar, de igual modo, a sua presença em muitas outras vertentes do espaço público. Prosseguiremos também na comemoração dos 20 anos do nosso Centro de Línguas, com uma exposição que, em breve, ilustrará alguns dos seus momentos mais marcantes.

3. Nos próximos meses será criada também a Comissão de Ética (para a investigação) da FLUC, serão lançadas iniciativas continuadas em torno dos desafios que a inteligência artificial generativa coloca à nossa Faculdade, estabilizaremos uma proposta final de revisão do Regulamento de Avaliação de Conhecimentos e lançaremos novidades na área da cooperação internacional, designadamente com instituições do mundo asiático.

4. Manteremos em 2026, por outro lado, a mesma atenção de sempre ao trabalho e ao percurso de todos/as os/as nossos/as estudantes e incrementaremos o apoio às suas iniciativas científico-académicas e culturais. Por exemplo, a FLUC disponibilizará aos/às seus/suas bolseiros/as de doutoramento FCT o valor complementar mais alto de sempre para as atividades de preparação das suas teses e apoiará fortemente a realização em Coimbra de mais uma edição do ENEL – Encontro Nacional de Estudantes de Letras.

5. E porque a FLUC é sempre movimento, convido-o/a a ler o n.º 17 desta 2.ª série do Magazine Vive as Letras!, publicação trimestral que, como sempre, pretende dar a conhecer pessoas, projetos e espaços da nossa Escola.

Um excelente ano de 2026 para todos/as!

CONVERSAS NA BIBLIOTECA

Ana Paula Arnaut

O que ameaça a Literatura?

Estamos de volta à Sala Ferreira Lima, no 6.º piso da FLUC, desta vez para uma conversa com Ana Paula Arnaut, Professora de Literatura Portuguesa Contemporânea do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas. Ao refletir sobre o papel da Literatura na atualidade, num contexto marcado por novos ritmos de consumo e produção de ficção, assume-se “politicamente incorreta” e questiona a cultura pop que insiste em impor-se.

Como sugestões de leitura, destaca o mais recente livro de Patrícia Portela, Manual para Andar Espantada por Existir, obra apresentada no mês passado em Coimbra, e Instalação do Medo de Rui Zink. Presta ainda homenagem a José Cardoso Pires, que este ano celebraria o seu centenário, e a José Saramago, um dos seus autores de eleição.

"Instalação do Medo" parece-me uma leitura necessária, num tempo em que o politicamente correto se começa a tornar cada vez mais perigoso e temos diariamente receio de que nos venham a instalar o medo em casa.

GENTE DAS LETRAS

Filipe Veiga

Filipe Veiga trabalha desde 2010 no Gabinete de Gestão e Contabilidade (GGC) da FLUC, uma das rodas que permite continuar a fazer girar a engrenagem. “Nunca quis sair”, revela, mesmo quando surgiu a oportunidade de mudar para outra faculdade. “Não foi fácil, tive de arriscar tudo”, diz, “mas fui muito bem recebido aqui, e senti-me acolhido por todos”.

 

Durante o dia, Filipe Veiga responde aos pedidos de compras da FLUC, desde aquisição de material, de serviços, deslocações em serviço de professores, convidados, etc. “Desde que vim para cá, sempre gostei da função que desempenho, gosto do sítio onde estou”, confessa.

 

Há cinco anos que acumula às funções no GGC o cargo de representante dos funcionários não docentes na Assembleia da Faculdade. “É um órgão de extrema importância dentro da FLUC, onde se discute a vida da Faculdade de Letras, não tanto a nível das disciplinas, dos cursos, da parte académica - isso compete aos Conselhos Científico e Pedagógico - mas todos os outros assuntos, nomeadamente a eleição do Diretor”, explica.

Este é um papel que desempenha com orgulho e responsabilidade, “pensando sempre no bem da instituição”, diz. Para Filipe Veiga, “o importante é que todos se mantenham unidos pelo bem desta casa, e entusiasmados com o futuro”.

Nos tempos livres, o exercício é parte fundamental da sua rotina: “Levanto-me às seis da manhã para treinar. Pratico CrossFit, como forma de descomprimir do trabalho, e salvaguardar a minha saúde mental e física”, conta. “O resto do tempo é passado em família”, que apelida carinhosamente de “a minha primeira casa”.

No fundo, “os números e as Letras dão-se bem”, brinca. Espera poder continuar a sua carreira na FLUC, que acredita dever ser construída, como sempre procurou, “com convívio e amizade”.   

VIDAS DE ESTUDANTE

Clube de Leitura

Ana Filipa Deguncho, Mariana Francisco, António Coito e Francisco Ribeiro, quatro amigos da Licenciatura em Português, decidiram abrir os seus serões de conversa e reunir mais gente à volta da mesa para discutir Literatura. Foi esse o ponto de partida para a criação do novo Clube de Leitura da FLUC: com um tema mensal e sem horário definido, este é um espaço para quem “gosta verdadeiramente de ler”, dizem os estudantes, estendendo o convite a todos os colegas da Faculdade.

 

As sessões acontecem ao final do dia, no Instituto de Estudos Brasileiros, e respeitam um tema decidido no mês anterior. Os membros do grupo são desafiados a comentar o último livro que leram e a lançar o mote para a sessão seguinte.

“Começámos por perguntar qual o livro que nos levou a querer estudar Literatura. Depois fomos às literaturas de verão e chegámos a fazer uma playlist com o tema ‘Literatura e Música’”, conta Ana Filipa Deguncho, uma das fundadoras do projeto. O último tema do semestre foi ‘A Literatura e Política’, consagrando a sétima edição do Clube.

Para António Coito, também precursor da iniciativa, “a literatura não tem de estar confinada ao espaço de sala de aula. Ela pode e deve ser, acima de tudo, um passatempo”.

As atividades são divulgadas nas redes sociais e, segundo os estudantes, costumam ter “bastante adesão, principalmente dos alunos de Português e Línguas Modernas, estando sempre abertas as portas para qualquer pessoa que se queira juntar”, reforçam. Neste momento, o maior desafio é a captação de estudantes, um trabalho que continuará a ser feito com resiliência este ano.

“A literatura não tem de estar confinada ao espaço de sala de aula. Ela pode e deve ser, acima de tudo, um passatempo”.
António Coito

HOJE INVESTIGO EU

Carlos Camponez

A relação entre Jornalismo e democracia

Quando se diz que o jornalismo é essencial para a democracia, vem-me à memória Michael Schudson, um dos mais influentes sociólogos norte-americanos do jornalismo, segundo o qual a democracia e o jornalismo são esferas distintas. Refere Schudson que a democracia não garante a existência de um jornalismo de qualidade, da mesma forma que a presença de bons jornais não assegura, por si só, a saúde de uma democracia.

Colocado perante o desafio retrospetivo da rubrica “Hoje investigo eu!”, do Magazine Vive as Letras!, dou-me conta quanto a relação entre jornalismo e democracia se me colocou como interpelação que atravessou a minha experiência profissional, quer como jornalista, quer como professor de jornalismo e investigador, quer ainda em alguns contextos de participação cívica.

Esta relação esteve implícita no primeiro trabalho académico de relevância, publicado em 2002, com o título Jornalismo de Proximidade, um conceito que acabou por cunhar diferentes abordagens jornalísticas de incidência regional, em Portugal, em Espanha e em vários países latino-americanos, com particular incidência no Brasil. Esse trabalho, realizado sob orientação do saudoso jornalista e Professor Mário Mesquita, procurou analisar propostas jornalísticas mais próximas dos cidadãos, na linha das experiências norte-americanas do jornalismo cívico, ou do jornalismo para o desenvolvimento, entre outros. A abordagem crítica destes temas revelou os riscos para uma cidadania de uma visão “beata” da proximidade no jornalismo, por vezes tendente a valorizar as opiniões dominantes ou os fins relativamente aos meios, em detrimento das vozes críticas e dissidentes e dos factos.

Esta análise abriu as portas ao estudo das questões da ética, da deontologia e das diferentes formas de regulação do jornalismo (autorregulação, corregulação e heterorregulação), que teve a primeira grande abordagem no âmbito do doutoramento. A investigação permitiu evidenciar a importância das profissões na criação de exigentes princípios e valores de serviço público, tanto no jornalismo como noutras profissões. Também aqui foram evidenciados os riscos de uma apropriação meramente retórica e corporativa desses valores, em proveito dos mais variados interesses do momento, onde os económicos assumem uma dimensão nevrálgica. Não há modelos perfeitos de regulação. No entanto, a partir das conclusões deste estudo, construí a perceção acerca dos sistemas de corregulação como os mais completos, onde jornalistas, empresários, públicos e outros representantes da esfera pública têm capacidade de intervir, efetivamente, nos media e no jornalismo. Estas temáticas foram desenvolvidas no âmbito dos estudos desenvolvidos do Grupo de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, de que fui um dos membros fundadores, juntamente com os colegas da área do Jornalismo e Comunicação da Faculdade de Letras, bem como da sua revista Mediapolis, que dirigi nas suas primeiras 14 edições. Atualmente prossigo esse trabalho no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.

A importância destas formas de enquadramento institucional da investigação é, a meu ver, indiscutível. É nos centros de investigação que a pesquisa aprofundada toma corpo, graças ao acesso aos financiamentos necessários, ao trabalho em equipa, à delimitação de objetivos e à criação de projetos editoriais mobilizadores. No entanto, gostaria de dar também aqui expressão a uma outra experiência, sobretudo pela sua particularidade. Quando da COVID-19, o Sindicato de Jornalistas e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista fizeram uma parceria com investigadores que, de modo informal, aceitaram o repto de realizar um estudo sobre Os Efeitos do Estado de Emergência no Jornalismo no Contexto da Pandemia Covid-19. Desse trabalho resultou a Rede Interuniversitária de Estudos sobre Jornalistas (Riej). Trata-se de um grupo de investigadores de todo o país que decidiram juntar-se voluntariamente, apenas pelo interesse no estudo de temáticas, que raramente tem expressão no que denominaria de a investigação mainstream – numa expressão provocadora usada frequentemente no âmbito aos media. Esse estudo seminal revelou, entre outros aspetos, o impacte da pandemia no aumento da precariedade profissional dos jornalistas. Sem porem em causa o serviço público por eles efetuado durante esse período, os jornalistas não deixaram de sublinhar elementos em que essa precarização fragilizou a qualidade da informação, devido, nomeadamente, a dimensões como o trabalho realizado em casa, a dependência das fontes institucionais, a ausência da devida verificação da informação, o aumento do poder das hierarquias e o frágil escrutínio interprofissional das redações. Esse estudo, todo ele realizado de forma voluntária e sem fontes de financiamento, deu origem a um outro (a ser publicado brevemente), apenas centrado nas condições de precariedade e os seus efeitos sobre os jornalistas e o jornalismo. Num contexto preponderante de trabalho precário dos jornalistas, em Portugal, os resultados demonstraram como essa situação laboral condiciona fortemente os profissionais e, por vezes, as notícias.

Frequentemente, os profissionais colocam-se perante situações de sofrimento ético, em resultado de um sentimento dissonante entre o que sentem ser os seus deveres e valores profissionais, que os levaram a escolher o jornalismo como sua profissão, e as condições reais do exercício da atividade jornalística. Este processo foi posto em marcha com os modelos neoliberais de organização das empresas e de taylorização do trabalho que foram sendo impostos como preceitos de boa gestão. São exemplos disso as normas de avaliação de performatividade e da qualidade do trabalho, a estandardização de procedimentos, a criação de direções de comunicação e, finalmente, a precarização do trabalho, muitas vezes sob a capa do empreendedorismo, livre iniciativa e expressão do mérito individual. O destaque dado a estes dois estudos realizados no Riej tem a ver com a, para mim surpreendente, experiência da investigação realizada neste contexto. Ela não está, naturalmente, ausente de problemas, como resulta da importância que referi antes, acerca da investigação realizada num quadro institucional. Todavia, essa experiência revela outras formas possíveis de fazer ciência e como a pesquisa de temas minoritários pode, para além do prazer de fazer um “bom trabalho” em contextos mais informais, suscitar interpelações que, provavelmente, não teriam espaço noutros quadros de investigação.

Esta pesquisa permitiu mostrar como valores sociais e socioprofissionais podem interferir na vida das pessoas, de forma contundente, e com efeitos na vida pública. Sobretudo, ela evidencia como ética, política e economia são elos de uma mesma corrente. A investigação realizada no nosso país não está fora destas interpelações. Ainda que na academia os espaços de liberdade e autonomia sejam, apesar de tudo, muito mais amplos do que em outros contextos socioeconómicos, existem sinais de que esse não é um dado adquirido no futuro, em particular com a crescente tecnologização do mundo do trabalho e do (des)conhecimento. Num ambiente em que a pressão por níveis de produção de ciência colocou a Universidade e os centros de investigação a falarem para si mesmos, este é um desígnio que se me coloca nos anos – já não muitos – que me restam na academia: pensar em formas de colocar o saber, para o qual tive o privilégio de poder contribuir, à disposição da sociedade, de modo a criar oportunidades de criação social. No caso do jornalismo trata-se de contribuir para formas de construção de uma cidadania mediática. Por outras palavras, refiro-me formação de produtores, mediadores e consumidores conscientes da importância da qualidade da informação para o seu quotidiano e com poderes de escrutínio e intervenção. Só assim considero possível estabelecer uma efetiva ligação entre jornalismo e democracia.

Carlos Camponez é Professor Associado do Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação.

MUNDIVISÕES

Cidades voltadas para o turismo: a observação crítica de Atenas por Dimitris Plantzos

Dimitris Plantzos, professor de Arqueologia Clássica na Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas, esteve na FLUC, em novembro, para apresentar o mais recente volume da coleção HumanitiesAthens Demapped: Archaeology, Heritage, and Urban Transformation. Esta coleção integra uma série de monografias de autores de referência nas diversas áreas das Humanidades, explica Fátima Sousa e Silva, coordenadora científica.

Para João Luís Fernandes, geógrafo e professor da FLUC, responsável pela apresentação do livro, “Atenas Desmapeada” é “uma viagem [fascinante] pelas diferentes (i)materialidades de uma cidade em mudança, geograficamente desigual, aberta ao mundo e às pressões que isso implica”.

Dimitris Plantzos conta ter aceitado de imediato o convite para refletir sobre a forma como a cultura mediterrânica enfrenta os desafios do turismo e do crescimento urbano. Sendo natural de Atenas, tornou-se evidente que a cidade seria o foco ideal. A partir da observação da capital grega como caso paradigmático, o autor propõe um novo olhar sobre as dinâmicas que moldam os grandes centros urbanos europeus.

“Atenas Desmapeada” é “uma viagem [fascinante] pelas diferentes (i)materialidades de uma cidade em mudança, geograficamente desigual, aberta ao mundo e às pressões que isso implica”.
João Luís Fernandes
A apresentação do professor João Luís Fernandes está disponível no site oficial da Faculdade para consulta livre.

“Vivemos em Atenas como vivemos em Roma, Lisboa ou Barcelona”, sublinha. “As nossas cidades são palimpsestos do tempo, que integram a arqueologia, a construção das identidades nacionais e a necessidade de projetar o futuro.” Para o autor, estas realidades exigem um “desmapeamento” — uma revisão profunda da forma como pensamos e habitamos o espaço urbano, perante novas mobilidades e transformações sociais.

Para Fátima Sousa e Silva, este livro aborda “um problema absolutamente prioritário: o que devem as cidades com património fazer perante a vaga turística que se tornou marca do nosso tempo”. Atenas surge como exemplo de uma cidade plural, “com muitos tempos, uma heterocronia de ritmos e velocidades, habitada por uma constelação de atores — residentes e visitantes, viajantes e arqueólogos, turistas e planeadores urbanos, comerciantes e responsáveis públicos, jovens e idosos”, descreve, de modo muito impressivo, João Luís Fernandes.

A coleção é integralmente publicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra, e pode lê-la em acesso livre.

Assista à intervenção na íntegra de João Luís Fernandes, subdiretor da FLUC, na apresentação da obra.

MARCAS DAS LETRAS

Trajetos de Excelência

No último semestre, vários estudantes da FLUC viram o seu mérito reconhecido, com prémios e bolsas atribuídas a trabalhos de investigação. Traçaram trajetos de excelência que refletem a verdadeira Marca das Letras.

Maria Luísa d'Alcântara Faria

A estudante do Mestrado em Tradução representou Portugal na conferência "Translating Europe Forum 2025", que decorreu em Bruxelas em novembro de 2025. A sessão procurou refletir sobre o novo cenário global da indústria da tradução, com vista à manutenção da qualidade dos conteúdos.

Rui Pedro Neves

A sua Dissertação de Mestrado em História Medieval, O Domínio do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: formação, composição e exploração (1131-1181), recebeu o Prémio de História Alberto Sampaio, pela Academia das Ciências de Lisboa.

Rui Pedro Neves é investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra e trabalha sobre História Religiosa, História da Morte, Paleografia, Codicologia e Sigilografia.

Pedro Pratas da Silva

O estudante de História da FLUC foi recentemente premiado com uma Bolsa Gulbenkian Novos Talentos, da Fundação Calouste Gulbenkian. No final da Licenciatura, recorda a chegada à FLUC como "uma boa surpresa", que acabou por ser o início de uma descoberta pessoal e académica ainda em desenvolvimento.

"Sou o único estudante da FLUC que conseguiu esta Bolsa e isso também traz uma carga de responsabilidade acrescida. Quero dignificar o nome da Faculdade, que tem uma grande projeção no campo das Humanidades no país", conta.

João Moreira

Em novembro, o aluno do Mestrado de Ensino de História na FLUC foi distinguido com o Prémio História da Europa da Fundação Calouste Gulbenkian, pela publicação do livro Intelectuais Portugueses e a Ideia de Esquerda num tempo de transição (1968-1986).

Este é um dos três prémios já atribuídos à obra, desenvolvida no âmbito da Tese de Doutoramento de João Moreira, orientada pelos professores Maria Luísa Oliveira e Rui Bebiano. Segundo o estudante, este trabalho promove uma reflexão crítica e teórica sobre as “transformações culturais, políticas, mas também simbólicas, pelas quais a sociedade portuguesa passou durante a segunda metade do século XX”.

Ana Isabel Martins

A aluna do Mestrado em História Moderna na FLUC foi reconhecida com o prémio "Pina Manique - Do Iluminismo à Revolução Liberal", atribuído à sua Dissertação de Mestrado.

"A FLUC desempenhou um papel fulcral na conquista deste prémio", refere Ana Martins, ensinando-a a "trabalhar com rigor e autonomia e a compreender melhor as instituições e os contextos em que surgem e se desenvolvem". Deixa um agradecimento especial à professora Maria Antónia Lopes, que orientou esta Dissertação.

Maria Luísa d'Alcântara Faria

Maria Luísa d'Alcântara Faria

Rui Pedro Neves

Rui Pedro Neves

Pedro Pratas da Silva

Pedro Pratas da Silva

João Moreira

João Moreira

Ana Isabel Martins

Ana Isabel Martins

PHOTOMATON 

  • Tomada de Posse do Diretor da FLUC Albano Figueiredo
  • Tomada de posse da equipa de Subdiretores da FLUC: Ana Teresa Peixinho, Adélia Nunes, Isabel Camisão e João Luís Fernandes
  • Novos professores agregados: Rita Basílio de Simões, Cláudia Seabra e Miguel Bandeira Jerónimo
  • Cerimónia de entrega do prémio Norberto Pires a Clara Almeida Santos e Francisco Sena Santos pelo projeto Camões, outros 500
  • Cerimónia de entrega do prémio Joaquim de Carvalho a Virgílio Hipólito Correia
  • Homenagem à Professora Irene Vaquinhas
  • Congresso “Ensinar Camões no século XXI”
  • Comemoração dos 20 anos do Centro de Línguas
  • Celebração do Dia Mundial da Língua Árabe
  • Comemoração do Centenário de José Cardoso Pires
  • Comemoração do Centenário de Carlos Paredes – simpósio “Compreender Paredes”
  • VII Congresso "Literacia, Media e Cidadania - Comportamentos, Narrativas e Direitos Humanos"
  • Colóquio “Falemos da Morte”
  • Colóquio de celebração dos 50 anos de independência dos PALOP
  • Jornada de Feminismos Africanos
  • Workshop ‘Social Hermeneutics & Social Ontology', integrado no seminário "Racionalidade, Crítica e Diálogo da Antiguidade à Contemporaneidade"
  • Workshop "Nature Restoration Across Scales and Landscapes: Models and Challenges"
  • Visita dos alunos da St. Peters School de Palmela e da Escola José Falcão de Miranda do Corvo
  • Apresentação do livro Pensar o Jornalismo [com Mário Mesquita] nos 30 anos do Curso de Jornalismo
  • Plataforma elevatória no Bar da FLUC

Vive as Letras! é uma publicação trimestral

Próximo número: abril de 2026

Produção:
Gabinete de Comunicação e Imagem

Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra ©GCI, 2026

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